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A Tradução do Novo Mundo em Jo.1.1: o que os estudiosos realmente dizem

Autor:
Emerson Honório de Oliveira


A Watchtower e os apologistas Testemunhas de Jeová tem citado estudiosos para a defesa de sua tradução em Jo.1.1 (e a Palavra era um deus). Isto é uma forma de "argumento de autoridade". Este argumento não pode provar se certa asserção é falsa ou verdadeira. Mas as Testemunhas também, em suas revistas Despertai! e Sentinela, são especialistas em fazer citações fora do contexto e alterar o que o autor original quis dizer. 
Felizmente, no Brasil, a única tradução que lê "e a Palavra era um deus" em Jo.1.1 é a bíblia das TJ. Este é um estudo completo e talvez único, sobre o que realmente a autoridade que elas citaram quis dizer, algo que elas não mostram. É um estudo que vai ser de extrema utilidade para aqueles que querem demonstrar às Testemunhas que elas estão deixando de ser honestas quando falam que sua tradução "tem apoio e respeito dos maiores estudiosos de hebraico e grego".

Estudioso

Citação usada para apoiar a Tradução do Novo Mundo

O que o estudioso realmente quis dizer

William Barclay

"theos [em Jo. 1:1c] se torna uma descrição e mais de um adjetivo que um substantivo [João] não diz que Jesus era Deus"  (Barclay, Many Witnesses, One Lord, p. 23 - 24).

- Sentinela, 15 de maior de 1977, p. 320

 

Quando Barclay diz que João não escreveu que "Jesus era Deus" ele somente quis dizer que Jesus não era o Deus Pai. Que Barclay vê uma unidade ontológica entre ho theos e ho logos é aparente na seguinte passagem omitida do artigo da Sentinela: 
 
"O único tradutor moderno que razoavelmente pondera sobre este tema é Kenneth Wuest, que disse: ' A Palavra tinha sua essência, divindade '. Mas é aqui que a NEB resolveu brilhantemente o problema com a leitura correta: 'O que Deus foi a Palavra foi'" (Barclay, pág. 23). 

Barclay também deixa claro sua posição em carta-resposta à Watchtower:  

"O artigo da Sentinela, por um corte muito mal feito, me fez dizer exatamente o contrário do que eu quis dizer. O que eu estava dizendo, como vocês bem sabiam, é que Jesus não é igual a Deus, ou melhor dizendo, que Jesus não tinha o mesmo tipo do Pai, mas do jeito que a Sentinela me citou, deu a impressão que quis dizer que Jesus não é Deus. Se vocês não entenderam a tradução de Kenneth Wuest e a N.E.B., vocês não entenderam nada " (carta para Donald P. Shoemaker, 8/26/1977. Você pode ver uma fotocópia desta carta em Watters, Thus saith ... the Governing Body of Jehovah's Witnesses,, pág. 74). 

Jason BeDuhn

" A verdade é que ' A Palavra era um deus' é exatamente o que o grego diz. ' A Palavra era divina' é um siginificado possível desta frase grega. ' A Palavra era Deus' não se harmoniza com o estilo de João e não é equivalente a ' A Palavra era divina' porque sem qualquer justificação no grego original estreita o significado de uma qualidade ou categoria (deus/divine) para um indivíduo (Deus)." 

- De um site Testemunha de Jeová

 

Ao contrário da maioria dos estudiosos usados pelas Testemunhas, DeBuhn não foi citado fora de contexto. Na realidade, ele acredita que a TNM e o KIT são necessários e usa este quando ensina grego na Universidade do Norte do Arizona. 

BeDuhn recebeu seu diploma de Mestre de Artes em Estudos Teológicos na Escola de Divindade de Harvard. Este grau requer um nível intermédio de grego. O PhD de BeDuhn da Universidade de Indiana é de Estudos Religiosos Comparativos, não de idiomas bíblicos. Ele não é reconhecido na comunidade erudita como um perito em grego bíblico. 

Isto não quer dizer que BeDuhn precisa ser desconsiderado. Ele tem formação em grego e diz que ele trabalhando em traduções de textos gregos. Ele diz que " não é um teólogo ", que quer dizer, eu creio, que ele não é parcial a favor de um ponto de vista teológico, mas só trata dos textos do ponto de vista gramatical. Porém, é questionável se uma pesquisa do texto de um professo ponto de vista "não-teológico " é menos livre de preconceito de um que tem uma ligação teológica;  nem uma ligação teológica significa uma análise objetiva. O Dr. BeDuhn como um "não-teólogo " talvez esteja desatento de muitos pontos de estudos (veja, por exemplo, a frase onde o Dr. BeDuhn diz que ele não sabe quem é Murray J. Harris, abaixo). 

BeDuhn disse que a tradução tradicional é extremamente "improvável " de um ponto de vista gramatical. Pelo que sei, porém, o Dr. DeBuhn não interagiu publicamente com a maioria dos estudiosos neste assunto e suas idéias são totalmente contradizentes. Sua frase que a leitrua tradicional "diminui o significado de uma qualidade ou categoria (deus/divino) para um indivíduo (Deus) " parece um argumento de homem-de-palha: Aquele que diz que theos tem uma força qualitativa em Jo. 1:1c não diz que Jesus é Deus, mas que ele possui todas as qualidades ou atributos de Deus. 

BeDuhn tentou defender o TNM para o apologista católico John Pacheco. Voja o debate entre eles aqui. Você notará que uma idéia constante em BeDuhn é que as crenças de John sobre Deus não são consistentes com Deuteronômio. John não se " preocupa " com o que o livro de Deuteronômio diz de monoteísmo, diz BeDuhn. Ele nos fala que Paulo não " controla " o que John quis dizer e vice-versa. Porém, aqueles que se ligam harmonia das Escrituras - como as Testemunhas -  não aceitam esta pressuposição. Os trinitarians e as Testemunha deveriam rejeitar suas conclusões, porque elas estão baseadas em pressuposições com que nós não podemos concordar. 

Finalmente, BeDuhn prefere a tradução " e a Palavra era divina ". O dr. BeDuhn disse em um email que esta  leitura deixa uma "porta aberta " a uma solução trinitária (BeDuhn para Steven S. 12/26/2001). Neste mesmo email, diz ele que ele não sabia quem era Murray J. Harris. Parece que qualquer defesa das idéias do dr. BeDuhn precisava sempre de uma interação a pesquisa de Harris, por uma completa análise de seu livro dele, Jesus como Deus (veja os comentários de Harris sobre " a Palavra era divina " pág. 63ff).
Lant Carpenter“um Deus” - Lant Carpenter, LL.D (in Unitarianism in the Gospels [London: C. Stower, 1809], 156).

- de uma carta réplica de Greg Stafford sobre a carta de  Julius Mantey à Watchtower. Ele fez esta citação de Carpenter ao lhe pedirem que desse uma lista de estudiosos que apoiavam a tradução da TNM de Jo.1.1

As idéias unitarianas do séc. XIX são interessantes de uma perspectiva histórica, mas não são convincentes para demonstrar a tradução correta de Jo.1.1.  Carpenter não teve os benefícios dos avanços da crítica textual sobre o grego Koine que aconteceu nos últimos 100 anos. Ele não teve os estudos de Colwell ou Harner nem as descobertas arqueológicas qeu trouxeram mais luz ao assunto. 

Carpenter não é reconhecido como uma autoridade pelos estudiosos modernos de línguas bíblicas. 

Frederick Danker

Frederick Danker (BDAG): "a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicas, traduzidas do original pelo Comitê de Tradução da Tradução do Novo Mundo não deve ser desprezada" (Brooklyn: Watchtower Bible and Tact Society of New York, Inc. 1950 - 1963). A tradução do Novo Testamento apareceu em 1950 e foi depois combinada em 1963 com os vários volumes do Velho Testamento (1953, 1955, 1957, 1958, 1960). Os "ortodoxos" não tem toda a verdade e é bom  "testar os espíritos" (Multipurpose Tools for Bible Study, p. 194). 

- De um site Testemunha de Jeová

O Dr. Danker certamente é um estudioso reconhecido e foi citado corretamente. Devemos notar, contudo, que seus comentários  sobre a TNM são a respeito do Velho Testamento. Alguns estudiosos se queixaram da Torre de Vigia, que insere sua teologia nas Escrituras Hebraicas. Na realidade, já que o AT contém menos Escrituras explícitas que ensinam doutrinas ortodoxas que a Torre de Vigia nega - como a divindade de Cristo, a existência da alma e o finerno de fogo - não é surpreendente que o VT da TNM é relativamente livre destas flasas traduções.

O Dr. Danker, lógico, nada diz sobre a parte da tradução do NT da TNM. Ele simplesmente nota que o NT apareceu antes das Escrituras Hebraicas. 

A frase que o Dr. Danker disse ("que a TNM não deve ser desprezada") não é defendida pelos estudiosos. H. H. Rowley, um estudioso do Velho Testamento da Inglaterra, escreveu sobre o primeiro volume da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicos

"A tradução é marcada por um literalismo que só exasperará qualquer leitor inteligente - se é que eles tem um leitor inteligente - e em vez de mostrar reverência para a Bíblia, que os tradutores professam, é um insulto à Palavra de Deus " (Rowley, H.H., "Jehovah's Witnesses' Translation of the Bible" The Expository Times 67:107, Jan. 1956). 

Também veja os comentários do Dr. Goodspeed

C.C.DoddO professor C. H. Dodd, diretor do projeto da New English Bible, comenta sobre esse enfoque: "Uma possível tradução . . . seria ‘a Palavra era um deus’. Como tradução palavra por palavra não pode ser condenada." Contudo, a New English Bible não traduz esse versículo dessa maneira. Em vez disso, João 1:1 diz nessa versão: "Quando todas as coisas começaram, a Palavra já existia. A Palavra habitava com Deus, e o que Deus era, a Palavra era." Por que a comissão de tradução não optou pela maneira mais simples de traduzir? O professor Dodd responde: "A razão pela qual é inaceitável é que vai de encontro à corrente do pensamento joanino, e deveras ao pensamento cristão como um todo." — Technical Papers for the Bible Translator (Documentos Técnicos para o Tradutor da Bíblia), Volume 28, janeiro de 1977.

(Fonte: Sentinela, 15 de outubro de 1993)

"Se a tradução fosse uma questão de substituir palavras, uma possível tradução seria, 'a Palavra era um deus'. Como uma tradução palavra por palavra não pode ser condenada e para os gregos pagãos que ouviram a linguagem cristã, Theos en o Logos, poderia ter parecido uma afirmação perfeitamente sensata. A razão pela qual é inaceitável é porque vai contra a corrente do pensamento joanino, e deveras do pensamento cristão como um todo." Technical Papers for the Bible Translator (Documentos Técnicos para o Tradutor da Bíblia), Volume 28, janeiro de 1977.

Dodd não diz que "um deus" é uma "tradução aceitável". Ele diz que não pode ser condenada como uma "tradução literal", mas há uma diferença grande. Perceba como Dodd qualifica a citação que dei:" se a tradução..." O que ele quis dizer é que tradução não é só uma questão de substituir palavras   portuguesas por uma  palavra grega. Se fosse assim, "um deus" não pôde ser " condenado". Mas  considerações gramaticais não fazem uma tradução apropriada! 

Dodd cita vários exemplos onde theos tem o significado da "essência" de Deus (pág. 104). Ele conclui que a tradução da NEB: " o que Deus era a Palavra era" é "uma tentativa" de se chegar à idéia que João estava expressando - isto é, que em todo sentido que o Pai é Deus, o Logos também é Deus (pág. 104). 

Neste sentido, Dodd está de acordo com o grande número de comentaristas e gramáticos que escreveram sobre assunto. 

Se a Torre de Vigia e os apologistas Testemunhas de Jeová usam Dodd para defender a TNM em face a acusações que é anti-gramatical,  não posso achar falta na citação que elas fazem na Sentinela. Mas nao é isso o que as Testemunhas de Jeová querem dizer. Elas estão querendo dizer que a TNM é apoiada por estudiosos como Dodd. Vimos este corte que a revista Sentinela fez, dando a impressão que Dodd acredita que este tipo de tradução poderia ser aceitável, quando este não é o caso. 

Rijkel ten Kate

A Tradução do Novo Mundo Impressiona um Erudito

SEGUNDO o erudito em grego clássico, Dr. Rijkel ten Kate, as traduções da Bíblia em holandês não vertem corretamente certas palavras. Por exemplo, no capítulo 2 de Lucas, encontramos três palavras gregas diferentes (bré·fos, pai·dí·on e pais), usadas para descrever os estágios sucessivos do crescimento de Jesus. Cada uma dessas palavras tem uma conotação um pouco diferente. No entanto, em muitas Bíblias, duas ou todas as três dessas palavras são vagamente traduzidas "criança". Qual é a tradução correta?

O Dr. Ten Kate explica que, no versículo 12 de Lu 2, a palavra grega bré·fos significa "recém-nascido ou bebê". Pai·dí·on, palavra usada no versículo 27 de Lu 2, significa "menininho", e pais, palavra encontrada no versículo 43 de Lu 2, devia ser vertida "menino". "Que eu saiba", escreveu o Dr. Ten Kate no número de março de 1993 do periódico Bijbel en Wetenschap (Bíblia e Ciência), "nem uma única tradução em holandês verteu isso adequadamente, quer dizer, plenamente em harmonia com o texto original".

Mais tarde, mostrou-se ao Dr. Ten Kate a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, disponível em 12 idiomas, inclusive em holandês. Qual foi a reação dele? "Estou muito surpreso", disse ele, "que há realmente uma Bíblia em holandês em que se levou corretamente em conta o uso diferente das três palavras gregas bré·fos, pai·dí·on e pais". Verteu a Tradução do Novo Mundo estes versículos em harmonia com o texto grego original? "Inteiramente de acordo", responde o Dr. Ten Kate.

(Sentinela, 15 de abril de 1995, pág. 32)

Este artigo de Ten Kate foi citado por vários apologistas TJ e é usado em um artigo online que compara a TNM com a NIV e a NASB. 

Os comentários de Ten Kate, é claro, centram em três palavras gregas que significam " bebê", " criança " ou " menino " em Lc. 2. Pode ser que a TNM é mais precisa neste versículo que outras versões holandesas, mas o mesmo não se dá quando se compara a TNM com  outras bíblias inglesas. A NASB e a NIV traduzem as três palavras gregas corretamente, por Ten Kate; e a KJV faz a distinção em 2 dos três casos (traduz Lc. 2:43 como " criança " - " criança ", é claro, não é adulto, sinônimo de " menino "). 

Outras versões inglesas que traduzem estas três palavras como o dr. Ten Kate sugere é a RSV, ESV, Darby, e a ASV. A Bíblia de Jerusalém traduz da mesma forma. 

Podemos aplaudir a TNM por traduzir com precisão estas três palavras de nenhum significado teológico em holandês. Porém, querer dizer que os comentários de Kate apóiam a TNM só por causa disto é muito errado.

Murray J. Harris"Do ponto de vista gramático, qeoV hn`o logoV  poderia ser traduzido como "a Palavra era um deus"...mas no contexto teológico, i.e, no monoteísmo de João, esta leitura de Jo.1.1 é impossível" (Harris, Jesus as God, p. 60).  Objeção de Harris para a tradução da TNM não é baseada na gramática, mas só em sua teologia. 

- de um diáologo por e-mail com o autor do site agora inexistente Trinity Exposed Website.

O espaço nas reticências "..." nesta citação diz o seguinte: "da mesma forma, por exemplo, se só fôssemos levar em conta o aspecto gramático, umeiV ek tou patroV tou diabolou este (Jo.8.44) poderia significar: "vós sois do pai do diabo" (Harris, p. 60). Assim, Harris demonstra que as possibilidades gramaticais não fazem boas traduções. Ele disse: "não seria possível, de um ponto de vista gramatical, traduzir Jo.1.1 como 'a Palavra era um deus'" (Harris, p. 61).  Quem ler o capítulo onde Harris fala de Jo.1.1 irá ver que ele defende a leitura tradicional "e o Verbo era Deus" não só no aspecto teológico (o monteísmo de João) mas também no gramatical.

Benjamim Keddar“Em minha pesquisa lingüística com relação à Bíblia hebraica e sua tradução, freqüentemente recorro à edição inglesa do que é conhecida como a Tradução do Novo Mundo. Fazendo isto, confirmo repetidamente meu conceito que este tipo de obra reflete uma atitude honesta de dar uma compreensão do texto Dando evidência de um grande conhecimento da língua original, deixa as palavras originais compreensivas em um segundo idioma sem divergir da estrutura específica do hebraico... toda declaração lingüística permite certa latitude de interpretação ou tradução. Assim, a solução lingüística em qualquer dado caso pode ser discutida. Mas eu nunca descobri na Tradução do Novo Mundo qualquer intento preconceituoso de ler algo no texto que não contém ". 

- Sentinela, 3/1/1991, pág. 30, 

Benjamin Kedar recebeu seu PhD de Yale em 1969, mas não em hebraico. Ele é professor de História Judaica na Universidade de Jerusalém. Sem dúvida, o professor Kedar tem conhecimentos de hebraico, mas ele não é um estudioso reconhecido de línguas bíblicas. 

Em uma carta escrita para aqueles perguntando sobre sua declaração sobre a TNM, o professor Kedar disse: 

"Uma tradução tem que ter compromisso com a verdade e neste detalhe está aberta a críticas; isto se aplica a TNM também. Na parte correspondente à Bíblia hebraica, no entanto, eu nunca vi um erro de tradução que fosse feito por aspectos dogmáticos". 

Notem que o professor Kerdar limita seus comentários à Bíblia hebraica. Alguns estudiosos mostraram que a Torre de Vigia insere aspectos dogmáticos na Bíblia hebraica. Mas como o AT não contêm tantos ensinamentos explíticos da doutrina cristã como a divindade de Cristo, a existência da alma e o inferno de foto - não é surpresa que as Escrituras hebraicas da TNM não tem tantos desvios. 

O professor Kedar, lógico, nada diz sobre a parte das Escrituras Gregas Cristãs da TNM. 

A preferência pelas Escrituras hebraicas da TNM pelo professor Kedar não é compartilhada pelos outros estudiosos.  H. H. Rowley, um estudioso do Velho Testamento da Inglaterra, escreveu sobre o primeiro volume da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicos

"A tradução é marcada por um literalismo que só exasperará qualquer leitor inteligente - se é que eles tem um leitor inteligente - e em vez de mostrar reverência para a Bíblia, que os tradutores professam, é um insulto à Palavra de Deus " (Rowley, H.H., "Jehovah's Witnesses' Translation of the Bible" The Expository Times 67:107, Jan. 1956). 

Também veja os comentários do Dr. Goodspeed

William Loader“um deus”  - William Loader, Ph.D. e Leitor do Novo Testamento de Perth Theological Hall, Australia, professor na  Murdoch University como membro do Perth College of Divinity, e autor de vários livros e artigos de jornal (em The Christology of the Fourth Gospel: Structure and Issues [Peter Lang 1992], 155). Loader refere-se a “um deus” como  “a forma mais natural de ler o texto".  

  - de uma carta réplica de Greg Stafford sobre a carta de  Julius Mantey à Watchtower. Ele fez esta citação ao lhe pedirem que desse uma lista de estudiosos que apoiavam a tradução da TNM de Jo.1.1

O livro do dr. Loader dificilmente é uma boa defesa para a tradução da TNM como Stafford diz. Eis uma carta recebida do dr. Loader: 

Prezado Robert

Obrigado por seu e-mail. Estou anexando neste e-mail trechos do meu livro que mostram o que eu disse no contexto e deixo bem claro que eu não considero "a Palavra era um deus" uma boa tradução.

Bill Loader

Arcebispo NewcomeNewcome, 1808, "e a palavra era um deus" 

- de um website Testemunha de Jeová.  A Watchtower também deu a seguinte citação: 

"e a palavra era um deus". The New Testament in an Improved Version, Upon the Basis of Archbishop Newcome's New Translation: With a Corrected Text (SYBT, p. 27 ).

Esta citação não é da tradução de Newcome. Aparece numa versão que foi "corrigida" por Thomas Belsham e um certo comitê unitariano usando princípios de tradução desconhecidos. O Novo Testamento de Newcome foi publicado em 1796 e a versão 'corrigida" em 1808.

É um engano, por assim dizer, pensar que Newcome (um bom conhecedor de grego) é responsável pela tradução de um comitê unitáriano cujas identidades nem podemos identificar. 

John Thompson“e o Logos era um deus".  John S. Thompson, The Monotessaron; or, the Gospel History, According to the Four Evangelists, 1829.

- Kingdom Interlinear Translation (1985), p. 1139.

O sr. Thompson disse que foi orientado por "um ser" que entrou em seu quarto á noite e o dirigiu "em todos os escritos, ser cuidadoso em representar Jesus como o único instrumento de Deus em tudo o que ele faz" (American Quarterly Review, 1830, Vol. 8, pages 227-245). Para mais informação, veja Witnesses of Jehovah by Leonard and Marjorie Chretien, p. 169-171..
W. E. Vine“Literalmente, 'um deus era a Palavra'".

 

"'e o Verbo era Deus". Aqui há um acento sobre theos, pela ausência do artigo e pela posição enfática. Traduzir literalmente 'um deus era a Palavra' é errado" (Vine, Vine's Complete Expository Dictionary, "God", p. 272).  "Literalmente" significa que "um deus" é possível de um ponto de vista gramatical. Uma tradução literal não signifca que seja exata. E outras traduções "literais" são possíveis, inclusive a leitura tradicional (veja sobre Murray J. Harris, acima)
B.F.Westcott“O bispo Westcott, co-produtor do texto grego das Escrituras Cristãs disse: 'necessariamente está sem o artigo definido já que descreve a natureza do Verbo e não identifica sua pessoa" (citado da página 116 de An Idiom Book Of New Testament Greek, by Professor C. F. D. Moule, 1953 ed.).

- de Ajuda ao Entendimento da Bíblia, p. 919, para apoiar a tradução de Jo.1.1 na TNM. 

"Por outro lado é preciso reconhecer que o quarto evangelista não precisava ter escolhido esta ordem das palavras e sua escolha por isto, apesar de aparentemente criar alguma ambigüidade, dá mostra de seu sigficado" - e a nota de Westcott (in loc.), embora possa se referir à linguagem, talvez represente a intenção teológica do escritor: "necessariamente está sem o artigo (theos não ho theos) já que descreve a natureza do Verbo e não identifica Sua Pessoa. Seria puro sabelianismo dizer que "a Palavra era ho theos". Neste versículo, nenhuma idéia de inferioridade da natureza é sugerida pela forma de expressão, que afirma a verdadeira divindade do Verbo. 

Nem Moule nem Westcott apoiavam a tradução da TNM de Jo.1.1. 

 

Benjamim Wilson1864: "e um deus era a Palavra". Emphatic Diaglott, interlinear grego-inglês de Benjamin Wilson.

 - Da Brochura "Deve-se Crer na Trindade?"

Deveríamos notar que o sr. Wilson não era formado em grego. Parece ter sido seguidor de  John Thomas, o fundador do movimento cristadelfiano. 

Wilson não é reconhecido como autoridade pelos modernos estudiosos bíblicos.  

É interessante ver que o verdadeiro texto da Diaglott diz:

"No princípio era o Logos e o Logos estava com Deus e o Logos era Deus" 

Isto, logicamente, apóia a leitura tradicional. No entanto, como a Torre de Vigia nota, no interlinear vemos:  

"No princípio era a Palavra e a Palavra esta com Deus e um deus era a Palavra". 

Ao serem perguntadas sobre a Diaglott, as Testemunahs vão dizer que o Interlinear está certo. 

Só que as Testemunhas não fazem o mesmo com a Tradução Interlinear do Reino (TIR).

"No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e deus era a Palavra" (o uso de "d" minúsculo não está baseado no grego, pois os antigos manuscritosnão diferenciavam entre letras maiúsculas e minúsculas). 

 

VOLTA