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      HOME > SEITAS E HERESIAS > TESTEMUNHAS DE JEOVÁ 

                                          As "citações" das Testemunhas de Jeová - I 
                
Por: Emerson de Oliveira

      Há uma brochura das Testemunhas de Jeová (TJ) chamado "Deve-se Crer na Trindade?" onde elas tentam, de várias formas, ensinar que a Trindade (ensino bíblico que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo) é errada. Para isso, eles usam de vários artifícios. Um deles são as "citações" de autores fora da organização deles para suportar suas idéias.
      Só que eles não contam toda a verdade. As TJ são especialistas em citar fora do contexto, citar o autor distorcendo o que ele diz, alterar, modificar e dizer exatamente o contrário do que ele quis dizer. Nesta página vamos dar alguns exemplos dessas falácias.
      Para começar, vamos a uma citação de um autor "histórico". O autor é Will Durant, historiador e autor da História da Civilização. Vamos ver como eles citam. Um detalhe para se notar é que em alguns casos o autor não só critica as TJ mas o cristianismo como um todo. A citação conforme o livro das Testemunhas dá está em azul. As partes que elas omitiram está em preto e o vermelho são as partes mais graves.
Citação conforme está no livro "Deve-se Crer na Trindade?"

"O cristianismo não destruiu o paganismo; ele o adotou...a idéia da divina trindade veio do Egito". (Will Durant")

"O cristianismo foi para eles um meio, não o fim...enquanto o cristianismo convertia o mundo, o mundo convertia o cristianismo e despertava o paganismo natural da humanidade".(Will Durant, História da Civilização, III, 1944, 653-664)

O que as Testemunhas de Jeová escondem:

-"O cristianismo não destruiu o paganismo; ele o adotou...a idéia da divina trindade veio do Egito, assim como o Juízo Final e a recompensa dos bons e a punição dos maus". (Will Durant, História da Civilização, César e Cristo, parte III, 1944, p. 595)
-"A ressurreição veio da estória síria de Adônis; a estória de um deus morrendo e salvando a humanidade vem do culto a Dionísio, da Trácia; da Pérsia veio o milenarismo, as 'eras do mundo', a luta final do bem e do mal, o dualismo de Satã e Deus, das Trevas e da Luz; no quarto evangelho Cristo é 'a luz que brilha nas Trevas e as trevas não puderam contra ele'. O ritual mitraísta lembrava em muito a Eucaristia da Missa..." (Will Durant, História da Civilização, César e Cristo, Will Durant, parte III, 1944, p. 595)
-"O mitraísmo, neoplatonismo, estoicismo, cinismo e o culto aos deuses locais...deixaram suas marcas nos apóstolos Paulo e João". (Will Durant, História da Civilização, A Era da Fé, parte III, 1944, p. 595)
- "Quando Juliano quis voltar o paganismo não só achou viu que ele era incompatível com o cristianismo em prática e fé, mas muito mais cheio de estórias incríveis de milagres e mitos...ninguém sabia quando o mito foi inventado". (Will Durant, História da Civilização, A Era da Fé, cap. 1, pág. 16)
- "o cristianismo foi a última grande criação do antigo mundo pagão". (Will Durant, História da Civilização, César e Cristo, parte III, 1944, p. 595)

Meu comentário
Will Durant é um autor modernista e secular. Ele não "apóia" os TJ mas os inclui em sua lista de críticas. Ele diz que o paganismo influenciou os apóstolos e os costumes cristãos eram só reflexos deste. Durant critica não só as TJ mas o cristianismo todo: "o cristianismo foi a última grande criação do antigo mundo pagão" (Will Durant, História da Civilização, César e Cristo, parte III, 1944, p. 595).

Como vimos acima, esse é um exemplo claro da má fé das Testemunhas, que amam citar livros e enciclopédias, mas fazem uma verdadeira salada para tentarem mostrar o que o autor não quis dizer.
Agora vamos para outro exemplo, dessa vez, a uma citação onde eles tentam usar o autor para defender sua tradução (a Tradução do Novo Mundo). O autor citado é Bruce Meztger, emérito professor do Novo Testamento da Universidade de Princeton, que chamou a bíblia das TJ de "tradução horrorosa", "errônea", "perniciosa" e "repreensível". E ainda disse que elas são "politeístas". Vamos a ela:
Citação conforme está no livro  "Deve-se Crer na Trindade?"

"Já que a Trindade é uma parte importante da doutrina cristã, é impressionante como o termo não aparece no Novo Testamento. O desenvolvimento do conceito de três parceiros iguais da Divindade que depois foi formulado nos credos não pode ser claramente detectado no cânon...(Mt.28.19)...Mateus mostra uma ligação especial entre Deus o Pai e Jesus o Filho mas não diz que Jesus é igual a Deus...é importante dizer que a Trindade aqui não aparece" (Oxford Companion to the Bible, Daniel N. Scholwalter, autor; Metzger e Coogan, editores, p 782-3)

O que as Testemunhas de Jeová escondem:

"Já que a Trindade é uma parte importante da doutrina cristã, é impressionante como o termo não aparece no Novo Testamento. O desenvolvimento do conceito de três parceiros iguais da Divindade que depois foi formulado nos credos não pode ser claramente detectado no cânon...Desde que os cristãos vieram adorar Jesus como um deus...(Mt.28.19)...Mateus mostra uma ligação especial entre Deus o Pai e Jesus o Filho mas não diz que Jesus é igual a Deus...É o evangelho de João que sugere a igualdade entre Jesus e Deus...Enquanto há outros textos onde Deus, Jesus e o Espírito estão na mesma passagem (Jd. 20-21),é importante dizer que a Trindade aqui não aparece. Um exemplo é IPd. 1.1-2. (Oxford Companion to the Bible, Daniel N. Scholwalter, autor; Metzger e Coogan, editores, Trindade, p 782)

A falácia revelada:

- 1º) Eles tiram a declaração de Scholwalter que os primeiros cristãos adoraram a Jesus;
- 2º) Eles enganam o leitor tentando dizer que Scholwalter rejeita a Trindade encontrada em Mt. 28.19. Na verdade, ele diz que a Trindade está aqui mas que nessa passagem Jesus não é mostrado igual a Deus;
- 3º) Scholwalter diz que é em João, não Mateus, que Jesus é dito igual a Deus;
- 4º) Mas o pior é quando eles, usando as reticências (...) entre Mt. 28.19, tentam dizer que Scholwalter fala que nesta passagem não se ensina a Trindade. Na verdade, vendo o texto inteiro, Scholwalter diz que a Trindade é ensinada em Mt. 28.19, dá Jd. 20-21 como uma segunda passagem, mas dizendo "é importante dizer que a Trindade aqui não aparece". Scholwalter aplica para a passagem: IPd. 1.1-2.

As TJ tentam desmentir a Trindade usando autores que na verdade são contra eles, tanto trinitarianos como seculares. O que as TJ não falam é que eles na verdade são contra elas.

Vamos a outro historiador, dessa vez Edward Gibbon, o autor de "História do Cristianismo".

Citação conforme está no livro  "Deve-se Crer na Trindade?"

"Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O deísmo dos primeiros cristãos...foi mudado, pela Igreja de Roma, no incompreensível dogma da Trindade. Muitos dos ensinos pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram considerados dignos de fé" (Edward Gibbon - História do Cristianismo, 1891, p. xvi)

O que as Testemunhas de Jeová escondem:

"Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O deísmo dos primeiros cristãos (que se diferenciavam de seus amigos judeus por crerem que Jesus era o Messias) foi mudado, pela Igreja de Roma, no incompreensível dogma da Trindade. Muitos dos ensinos pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram considerados dignos de fé. A doutrina da encarnação e da transubstanciação foram adotadas como certas, apesar de serem tão absurdas como o antigo rito pagão de ver as entranhas dos animais para prever o destino dos impérios".(Edward Gibbon - História do Cristianismo, 1891, p. xvi)

Meu comentário

Gibbon não só critica a Trindade mas a doutrina da Encarnação, que as TJ acreditam! Eles ensinam que Jesus foi um anjo, que pela encarnação se tornou homem! Ele ainda denigre os sacrifícios judeus dizendo que eram iguais os sacrifícios de animais para ver suas entranhas!
"Gibbon foi um cético, e sua incredulidade está em cada página de seu trabalho onde o cristianismo é pouco falado. Seu ceticismo normalmente o leva muitas vezes a falar inexatidões e falsidades" (Enciclopédia Bíblica, John McClintock e James Strong, Vol 3, p847 "Gibbon")

 

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