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Mais "comentários favoráveis" sobre a TNM?

Por: Emerson H. de Oliveira

O site TJ brasileiro O Sentinela parece ser bem insistente em teimar nas mesmas táticas da Torre ao defender sua versão. Desta vez, colocaram mais daqueles "comentários" de autoridades para tentar apoiar a TNM. Minha pergunta é: por que uma Sociedade que alega ser de Deus usa esses métodos tão desonestos e sem sentido para defender uma versão que eles acham ser correta? O site O Sentinela entra nesta onde de desonestidade pois usa os mesmos artifícios falsos que os apologistas TJ usam. O artigo TJ está em http://www.geocities.com/osentinelaemvigia/favoraveis.html e vamos refutar certos autores que eles citam. É bom ler também este artigo do Logos, A TNM em Jo.1.1- o que os estudiosos realmente dizem . Os textos do site TJ estão em preto e minhas respostas em azul.

J.D. Phillips (ministro da Igreja de Cristo, instruído nos idiomas originais):

“A semana passada adquiri uma cópia de sua Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, que me orgulho de possuir. Fizeram um trabalho maravilhoso. (…) Alegrei-me realmente de ver o nome  Jeová nela. Mas deram um passo maravilhoso na direção correta, e rogo a Deus que sua versão se utilize para glória dele. Só o que fizeram pelo Nome já merece todo o esforço e custo!”.

O tradutor do artigo TJ (Har-Mageddon) na ânsia de provar a veracidade total da TNM se esqueceu de nos informar que este trecho veio de uma carta de Phillips. Vamos analisá-la inteira. Parece que as TJ editaram a carta (note o espaço com reticências. As TJ são experts em editar informações no intuito de passar uma imagem "limpinha" da Sociedade. Eles retiram qualquer frase ou linha que possa "macular" um pouco a imagem da Bíblia deles ou da Sociedade) e a frase "mas deram um passo maravilhoso na direção correta" parece indicar que antes ele fez algum comentário negativo à TNM. Na citação dada por Har-Mageddon, Phillips elogia a inclusão do nome Jeová nas Escrituras Gregas Cristãs. Parece um elogio estranho vindo de alguém "instruído nos idiomas originais" já que não há nenhuma evidência manuscrita que apóia o aparecimento do Nome Divino no Novo Testamento. 
Phillips não tem formação acadêmica e só se baseia em informações de léxicos comuns para suas idéias. Sua opinião sobre a TNM não é partilhada pelos estudiosos.

Allen Wikgren (membro do comitê da Revised Standard Version, bem como do comitê que produziu o texto grego UBS).

“Com freqüência aparecem leituras independentes de mérito em outras versões em idiomas modernos, como (…) a edição do Novo Testamento das Testemunhas de Jeová (1950)” (The Interpreter’s Bible, 1952 Vol. 1, pág. 99).

De novo o espaço com reticências. Notem a frase completa: “Com freqüência aparecem leituras independentes de mérito em outras versões em idiomas modernos, como Verkyl's New Testament (1945) e a edição do Novo Testamento das Testemunhas de Jeová (1950)”.
O dr. Wikgren foi citado corretamente (o que é raro nas TJ). Quer dizer, ele não  define quais "leituras independentes" da TNM ele acha serem "de mérito". Nós não sabemos o que Dr. Wikgren pensou sobre as traduções mais controversas da TNM, como Jo. 1:1 ou Cl. 1:16. 
O Dr. Wikgren, ao se referir a todas as modernas versões inglesas disse: "uma tradução livre e idiomática não se preocupa com os significados literais" (IBID). Assim, seu comentário a TNM não é bem como as TJ querem. 

O Novo Testamento de Verkyl (também conhecido como a Nova Versão de Berkley) lê "e a Palavra era Deus" em Jo. 1:1c, e não insere "outras" no texto de Colossenses 1:16. Nenhuma das várias modernas versões inglesas que o Dr. Wikgren comenta traduz estes versículos como a TNM. É improvável que o Dr. Wikgren incluiria as leituras destes versículos da TNM entre aquelas que ele considera "de mérito". 

S. Maclean Gilmore, professor do Andover Newton Seminary:

“Em 1950, as testemunhas de Jeová publicaram sua Tradução do Novo Mundo do Novo Testamento, e já está muito avançada a preparação do Antigo Testamento do Novo Mundo. A edição do Novo Testamento foi feita por um comitê do qual nunca se revelou quem o compõem... um comitê que possuía aptidão excepcional em grego e que se baseou no texto grego de Westcott e Hort. Está claro que teve considerações doutrinais que influíram em muitas expressões, mas a obra não é desgrenhada nem uma fraude pseudo-histórico.” (Andover Newton Quarterly, setembro de 1966, vol. 7 #, 1, pág. 25, 26).

O Har-Mageddon mostrou a citação melhor do que saiu na revista Despertai! de 22 de março de 1987, que aparece menor. Aparte da crítica negativa de "considerações doutrinais", o Sr. Gilmour cometeu vários erros em seus comentários sobre a TNM, indicando que ele não estava totalmente familiarizado com a obra que ele estava revisando (para mais informações, veja A Tradução do Novo Mundo e seus críticos). 

C. Houtman:

Quanto aos preconceitos do tradutor, diz que a Tradução do Novo Mundo das testemunhas de  Jeová pode sobreviver o exame crítico”. (Nederlands Theologisch Tijdschrift, [Dutch Theological Magazines] 38 1984, pagina 279-280).

Notem como as TJ colocam essas citações com o claro intuito de tentar dizer que esses autores "defendiam" ou "apoiavam" a TNM. Mas como vemos nessa série, as TJ são totalmente desonestas neste sentido. As TJ não informam em que CONTEXTO estava a maioria das frases, não dando ao leitor desinformado o mínimo de chance de avaliar se estão certos ou não. O artigo de Houtman é uma revisão de uma tradução holandesa da Bíblia. Seu rápido comentário sobre a TNM aparece em uma parte do artigo na qual Houtman comenta que enquanto algum preconceito doutrinal pode estar presente em uma variedade de traduções, não é tão grande quanto alguns poderiam supor. 
Houtman diz que a TNM pode resistir a crítica no ponto que "só em circunstâncias excepcionais" pode-se identificar que há preconceito. Ele não afirma que a TNM é livre de preconceito. As TJ talvez possam dizer que Houtman não considera a TNM mais parcial que as outras traduções que ele comentou; mas ele está escrevendo especificamente sobre traduções holandesas

William Carey Taylor (ministro dos Bautistas do Sur, instruído nos idiomas originais):

“Justo quando as universidades atéias deste país criam que se tinham rido do nome  Jeová, (…) alçam-se (…) as testemunhas de  Jeová. (…) E com uma erudição considerável sacam seu próprio Novo Testamento e, quem ia-o dizer!, põem  Jeová no Novo Testamento duzentas ou trezentas vezes. (…) Devia de estar ali [na Bíblia inteira] muitas vezes”. (The New Bible Pró and Com, 1955 Page 75).

O The New Bible: Pro and Con é uma análise polêmica da Revised Standard Version, em que o batista Taylor achou mais "contras" do que "prós". A seção de onde foi tirada essa citação do Har-Mageddon se chama "Jehovah - The Completely Banished Word." Taylor lamenta que a palavra Jeová foi retirada e substituída por Senhor, na RSV.

Taylor, é lógico, não apóia a erudição da TNM, além de sua inclusão do Nome Divino. Mesmo aqui, não pode ser dito que ele aprovou o uso do Nome Divino nas Escrituras Gregas Cristãs da TNM - além do fato que ressuscitou o assunto do Nome Divino na tradução da Bíblia para a atenção do público. O trabalho de Taylor é mais polêmico que erudito.

 

 

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