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Resposta ao site O Sentinela em Vigia
"Trindade: erros que saltam à vista"

Por: Emerson H. de Oliveira

Continuando com nossa refutação ao site O Sentinela, vamos ver mais um artigo antitrinitarista. O artigo está em "Trindade: erros que saltam à vista" . Novamente o texto do artigo em preto e minhas respostas em azul:

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As igrejas que professam o dogma da Trindade concordam majoritariamente na fórmula que se estabeleceu em Constantinopla. A Igreja Católica, autora desses concílios, disse:

“A Trindade é o termo com que se designa a doutrina central da religião cristã. Assim, segundo as palavras do Credo de Atanásio: ‘O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, porém não são três Deuses, mas um só Deus’. Nessa Trindade, as pessoas são coeternas e coiguais: todas, igualmente são incriadas e onipotentes”.

Se analisarmos cuidadosamente esses preceitos contidos na fórmula do dogma e os compararmos com o ensino das Escrituras, invariavelmente encontraremos uma série de notáveis erros, que constituem uma contradição do próprio dogma em relação às Escrituras. Tornar-se-á evidente que os que propuseram essa doutrina não prestaram a devida atenção a mensagem da Bíblia quando uniram elementos filosóficos, bíblicos e pagãos. A definição é em si mesma contraditória e difícil de entender, pois vai além da compreensão humana, da lógica simples e a mensagem simples da Palavra de Deus.

Note que a TJ aqui dá o ínfimo de dados históricos, como datas, para apoiar suas idéias. Mas as TJ se esquecem de algo importante: os concílios não eram meros "criadores de doutrina". As TJ não analisam muito história e parecem pensar que nunca houve heresias no meio do cristianismo. Os concílios, as fórmulas doutrinárias, eram meios da Igreja colocar de uma forma clara a doutrina sã contra as heresias. Em outras palavras, a "formulação" da Trindade (seria melhor dizer "exposição bíblica da Trindade") foi necessária para que se pudesse acabar com as discussões e dúvidas da época. Foi necessário haver um acordo em comum da doutrina verdadeira. Por isso os concílio. Agora, se eles eram "influenciados" pela doutrina pagã, como as TJ tão alardamente declaram, é outra coisa, que vamos provar ser errado aqui.

Assim a Tri-unidade de Deus é baseada em dados bíblicos. A formulação das palavras doutrinais, porém, veio depois quando os cristãos desenvolveram o termo "Trindade" para definir os dados bíblicos, por causa das heresias que negaram os dados bíblicos de algum modo ou outro. Como com os termos doutrinais como "sacrifício expiatório" "Encarnação" ou até mesmo o termo "Evangelho". Todos estes termos vieram depois da era apostólica, que a Igreja usou para definir a revelação ou os dados que são claramente encontrados nas Escrituras (até mesmo a palavra "cânon", que as TJ acreditam e que é a formação dos livros da Bíblia, só apareceu no séc. IV!!!)

Além disso, a salvação é completamente dependente da Tri-unidade de Deus (i.e., Trindade soterológica). Exemplo: A Aliança da Redenção, quer dizer, todos aquiles que o Pai der a Cristo virão e Ele os ressuscitará no último dia (cf. Jo.. 6:37ss). Que Jesus é o Mediador entre Deus (o Pai) e o homem (cf. 1 Tim. 2:5) só pode ser verdade se Jesus também for Deus e também uma Pessoa distinta daquele para quem Ele está mediando. Por isso, este ponto deve ser entendido: nós não podemos confundir os dados bíblicos da Trindade com a palavra doutrinal "Trindade" que define os dados bíblicos

Agora, "
vai além da compreensão humana, da lógica simples e a mensagem simples da Palavra de Deus" é outra alegação falsa e sem sentido, parecida com a citação que fazem da Enciclopédia Americana:

p.4 - ENCICLOPÉDIA AMERICANA
Brochura
: "a doutrina da Trindade é tida como estando "além da compreensão da razão humana."
Fonte: a citação completa é: 
"Sabe-se que EMBORA a doutrina está além da compreensão da razão humana, é, como muitas das fórmulas da ciência física, não contrária à razão, e pode ser aceita (apesar de não poder ser compreendida) pela mente humana."

(Assim, a Enciclopédia está comparando os graus de percepção mental, apreensão X compreensão, e não diz que a doutrina é "contrária" à razão - mas que ela está ALÉM de nossa compreensão.) 

Os escritores da Torre de Vigia também ignoraram uma declaração na mesma página da Enciclopédia que disputa a idéia que a doutrina de Trindade é pagã. Diz: 

"Provavelmente é um erro pensar que a doutrina foi o resultado da intrusão de metafísicas ou filosofias gregas no pensamento cristão; pela data em que a doutrina se estabeleceu e também suas tentativas mais antigas de formulação, é muito mais antiga que o encontro da igreja com a filosofia grega." 


Note que as Testemunhas de Jeová são TOTALMENTE DESONESTAS quando citam desses livros na sua infame brochura. Se a mensagem da Bíblia é "simples" (e é), por que as Testemunhas escreverem infinitas brochuras usando um conhecimento disfarçado de línguas bíblicas, às vezes complexo, SÓ PARA PROVAR QUE A TRINDADE É ERRADA???

Uma trindade monoteísta?

Quase todos os que crêem na Trindade afirmam ser monoteístas, que adoram a um só Deus. E isto se mostra bastante confuso, pois todo trinitário adora não só ao “Deus-Pai”, mas também ao “Deus-Filho” e ao “Deus-Espírito Santo”. A quantos Deuses estão adorando os que crêem nesta doutrina?  

Um só. Parece que você não leu bem a Bíblia pois a mesma sim, afirma existir um só Deus, mas também chama estes outros (o Filho e o Espírito) de Deus (às vezes até com o artigo em grego que, segundo as TJ, só podem se referir a Jeová). O verdadeiro Deus, como já estabelecido (Is. 43:10; Dt. 6:4), é composto do Pai, Filho, e Espírito Santo. Cada membro da divindade é chamado "Deus" na Bíblia. O Pai recebe o nome de Deus (Gl. 1:1; Ti. 1:4; etc.). O Filho, ou Palavra (logos), é chamado repetidamente de Deus em versículos como Jo. 1:1,14; At. 20:28; Jo. 20:28; Ti. 2:13; Hb. 1:8, etc. O Espírito Santo é identificado como Deus em várias Escrituras (At. 5:3-4; 1 Jo. 4:2,3; Hb. 10:15,16). O conceito da unidade dentro da Trindade é visto em um versículo como Mt. 28:19, onde o Pai, Filho, e Espírito Santo incluem um "nome" (singular em grego). Se você não crer na Trindade, o que é um direito seu, não poderá ignorar que os três são chamados de Deus.

Sem dúvida, chamá-los “Deuses” indicaria que são politeístas, e “politeísmo” é uma palavra que não faz parte da teologia tradicional. Não obstante, certamente é uma palavra que está sempre presente na prática religiosa. Por isso, os teólogos católicos e protestantes tratam de os chamar de “Pessoas” e não “Deuses”. Quanta diferença pode existir entre ambas expressões? Na realidade, nenhuma!  

Risível! As TJ são doutoradas em distorcer o que os trinitários acreditam e até mesmo o maior apologista TJ, Greg Stafford, afirmou que as TJ nem sempre são honestas em expor a crença alheia. Isto, meu caro, é TRITEÍSMO, não TRINITARISMO. Já que Deus disse em Isaías 43:10 que antes dele Deus nenhum se formou e que depois dele, Deus nenhum haverá, fica evidente que existe somente um Deus. Tudo o que for além disso é uma falsa deidade. Assim, Jesus não poderia ser um deus à parte. Além do mais, se Jeová fosse o Deus e Jesus "um deus" (como verte a TNM o texto de João 1:1), então teríamos dois deuses: um maior (Jeová) e o outro menor (Jesus). Ora, a crença em mais de um deus constitui-se em politeísmo, o que é um grave pecado contra Deus. Sobre as "pessoas" da Trindade, leia aqui. Quem está sendo politeísta agora, os cristãos ou a Torre?

A quantas Pessoas adoram os trinitários? Esta pergunta sim é admissível aos teólogos; e a resposta é: a três pessoas. Pode alguém que se considera cristão ser monoteísta se está adorando a Três Pessoas?  

Vamos por um momento concordar com as TJ e pensar que não há "três pessoas na Trindade". O que você faria com os versos acima que CLARAMENTE chamam Jesus e o Espírito (sim, de forma pessoal) de Deus? Lembre-se: não sou triteísta, mas trinitarista. Uma consulta ao dicionário lhe fará bem. As Testemunhas é que são sim, politeístas, ou melhor, HENOTEÍSTAS, adorando um só Deus, mas permitindo que haja outros chamados de "deuses". Eu não penso assim, pois na Bíblia, todos os outros deuses fora Jeová são falsos. 
A ÚNICA CONCLUSÃO que a TJ vai admitir a não ser que haja de MÁ FÉ, é concluir que Jesus e o Espírito Santo são PESSOAS da divindade (não deuses separados!!!).

Agora se torna mais compreensível o porquê de se ter cunhado frases como “adoramos a um só Deus em Trindade”. Contudo, este é um subterfúgio que oculta o caráter politeísta do dogma trinitário.  

E você errou ao dizer isso. Mais um argumento HOMEM DE PALHA.

Se a teologia trinitária diz que existe um “só Deus”, por que a cada uma das pessoas da Trindade se lhes dá o título Deus? O Pai é Deus (1), o Filho é Deus (2) e o Espírito Santo é Deus (3). Quantos Deuses somam em total? Claro que a teologia tradicional prefere utilizar “Pessoas” em plural, em vez de “Deuses” mesmo que a cada uma dessas pessoas se chame de Deus. Ainda assim, o que nos diz a Bíblia? A quantas “Pessoas” devemos adorar? A uma, ou a três? Deus é um, ou três?

“Ouça, ó Israel: O SENHOR (hebr. Jeová, YHWH) é nosso Deus, o SENHOR (hebr. Jeová, YHWH) é um só”.(Deuteronômio 6:4, NVI, nota.)

Sinto, mas você pisou na bola. Me entristece o fato de tantas TJ serem dependentes da Torre de Vigia para entender a Bíblia. Aqui elas são condicionadas a repetir as mesmas ladainhas que a "mãe" Torre ensina (afinal, as TJ são desencorajadas a ler a Bíblia sozinhas). Os judeus entenderam neste versículo que Deus é composto de outras pessoas (ou "graus"). Shema Yisraêl, Yehowah, Elohainoo, Yehowah aichod: "ouvi, Israel: Jeová, nosso Deus, é um Jeová". Nesta passagem os judeus colocaram grande atenção e é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios: sobre a palavra Elohim, Simeon Ben Joachi disse: "Venha e veja o mistério da palavra Elohim: há três graus e cada grau é por si mesmo único e mesmo assim são todos um, unidos em um e não divididos". 
Há um sentido de pluraridade nas palavras "nosso Deus" (em heb., Eloheinu), como disse o perito bíblico Adam Clarke. Isso nenhuma TJ pode negar. Enquanto as TJ pegam tem tanta preocupação com o nome de Deus na Bíblia, se esquecem facilmente de ver melhor este versículo. Os judeus repetem várias vezes a palavra "achad" (um) nas sinagogas, talvez para combater os cristãos e sua "doutrina" da Trindade. Mas os cristãos também poderiam repetir COM MAIS SENTIDO a palavra Eloheinu e afirmar que há uma pluraridade em Deus.
Além do mais, veja o uso da palavra echad ("um") em Gn.2.24:

"Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma (echad) carne". (ARA)

Isto não significa que o uso desta palavra sempre significa "um" (excetuando que há mais que uma pessoa nele), mas significa que a "unicidade" não exclui a possibilidade de uma natureza composta. Neste versículo, a ênfase está na UNIcidade de Deus. 

Por que ensinar que Deus é três, se a sua Palavra expressa claramente que Ele é um? Segundo a análise gramatical desse versículo, a palavra “um” não tem qualificativos em plural que insinuem que signifique mais de uma pessoa.

“Mas Deus é um”. (Gálatas 3:20, Al.)

 

Já que a opinião dos trinitários é que no “Novo Testamento” se encontra mais desenvolvido o conceito de um Deus Trino, por que o apóstolo Paulo não optou por dizer “Deus é três”?

 

Deus não é UMA PESSOA. Vimos acima que os maiores comentaristas judeus demonstraram que Dt. 6.4 mostra uma PLURARIDADE na UNIDADE de Deus. Só as TJ não querem enxergar. Deveras este é um verso difícil que deu margem a váris interpretações pelos estudiosos e as TJ não podem alegar (ainda mais sem terem analisado o contexto, que não fala da NATUREZA de Deus, mas de sua mediação) que a sua seja a verdadeira. Interessante, veja o mesmo uso das palavras por Paulo em ITm.2.5: 

"Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens" (ARA)

 

É claro que Deus é um. Não cremos em três deuses. Mas este verso isolado não pode ser usado contra a Trindade.

Jesus, o Deus-Filho?

 

A frase “Deus-Filho” não aparece em nenhum versículo das Escrituras Sagradas. Como pode o Filho ser Deus e ao mesmo tempo ser seu próprio Filho?

 

Se a Bíblia quisesse transmitir-nos a idéia de que Jesus e o Pai fossem exatamente iguais, não utilizaria a palavra “Filho” que é um qualificativo que nas Escrituras se outorga exclusivamente a Jesus Cristo e nunca a Jeová. Se a igualdade entre o Filho e o Pai fosse a noção correta, a Palavra de Deus não teria nenhum inconveniente em chamar a Jeová de Filho de Jesus, tal como Jeová chama a Jesus de Filho de Deus.

 

A expressão Filho de Deus denota uma relação similar a que existe entre um filho e um pai humanos. O filho sempre será menor a seu pai em idade e em conhecimento. Pois, quem nasce primeiro? O filho ou o pai? De igual maneira, Deus, o Pai, teve que existir antes que Jesus, o Filho, para dar-lhe existência e propriamente chamá-lo “meu Filho”. Nunca se vê que Jeová chame a Jesus de “meu Pai” ou que Jesus chame a Jeová de “meu Filho”. Certamente, a expressão “Filho de Deus” denota que o Pai existe antes de Jesus; entretanto, a expressão “Deus-Filho” é antibíblica e ilógica.

 

"A doutrina da Trindade não entende que Jesus é Seu próprio Pai, nem entende que Deus Pai é seu próprio Filho. Conforme tem sido necessário repetir várias vezes neste livro, o Pai e o Filho são duas pessoas distintas na Trindade" (Robert Bowman, "Por que devo crer na Trindade?", Editora Candeia, p. 95)

 

 

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