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Ceticismo

Ceticismo (do grego, skeptesthai, "examinar" ou "considerar") é um nome geral para a atitude filosófica ou cientifica que nega afirmações de certeza. Se opõe ao dogmatismo, uma atitude de certeza autoritária. Sua base filosófica é que a possibilidade de conhecimento está limitada pelas limitações da própria mente ou pela inacessibilidade do objeto. Demócrito geralmente é cosiderado o primeiro cético; ele invocou os sentidos como um guia para a realidade objetiva. Durante o perído helênico os sofistas gregos foram céticos em se fundar ética em direitos naturais ou valores objetivos. Durante o período clássico da Academia de Platão desenvolveu-se o cetiscimo como sua posição escolar oficial; o conceito de filosofia acadêmica significava (a Cícero, por exemplo) "filosofia cética". Esta tranformação do pensamento de Platão parece ter vindo da necessidade de afastar as formas platônicas de qualquer tipo de certeza, combinado com uma discordância acerca de se a inteligência humana alguma vez pode ter semelhante aproximação. Esta visão acadêmica foi bem conhcida no ocidente pelos escritos de Cícero

Outros céticos durante o período clássico incluem Pirro de Élis, seu seguidor Timon de Atenas (c.320-230 a.C.), e, despois em Roma, Sextus Empiricus (d.C. c.200). Górgias, o sofista, em seu discurso "Sobre a Natureza das Coisas", havia defendido o ceticismo principalmente colecionando discordâncias entre os experts em ciência e filosofia. Sextus Empiricus desenvolveu uma técnica similar: ele mostrou que o "critério", a prova de certeza defendida por uma escola, contradiz a certeza das doutrinas de outras escolas cada uma das quais teria uma alternativa "critério."

Durante o ceticismo do período moderno este retornou à filosofia. Os ensaios humanistas de Michel de Montaigne, expressaram dúvidas sobre as normas absolutas transculturais como os sofistas gregos faziam. Rene Descartes usou a "dúvida sistemática" como uma ferramenta de seu método. David Hume, em seus Diálogos em Religião Natural (1779), ofereceu um diálogo à maneira de Cícero; em seu Tratado da Natureza Humana (1739-40) e outros trabalhos ele os colocou à discussão contemporânea.

Uma dificuldade enfrentada pelos céticos e que seus oponentes não tem hesitado em falar, é sua afirmação que a dúvida absoluta e a incerteza soam tão dogmáticas quanto as doutrinas dogmáticas dos outros que eles tanto criticam. Esta consideração levou Pirro a descrever sua prórpia posição com meramente provável e o fez deixar a Academia logo após Cícero ter dado sua visão a favor de um ecletismno tépido. Filósofos do século 20 crêem que o debate resultou de um engano e simples confusões dos cenceitos de significado, critério e ambigüidade do conceito de certeza.

Robert S. Brumbaugh
Professor de filosofia da Universidade de Yale, New Haven, Conn.
Tradução de Stephen Adams
 

Bibliografía: Annas, Julia, and Barnes, Jonathan, The Modes of Scepticism (1985); Armstrong, A. H., The Cambridge History of Later Greek and Early Medieval Philosophy (1967); Groarke, Leo, Greek Skepticism (1990); Hookaway, C., Skepticism (1990); Nielsen, K. E., Skepticism (1972); Pappas, George S., and Swain, Marshall, eds., Essays on Knowledge and Justification (1978); Popkin, R. H., The History of Skepticism from Erasmus to Descartes, rev. ed. (1968); Stough, Charlotte L., Greek Skepticism (1969).

 

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