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Discussão da lógica absoluta como prova da existência de Deus

Matthew J. Slick
Tradução: Emerson de Oliveira


Nós entramos nesta discussão com um ateu depois de um desafio de mostrar que Deus existe. Mas, eu gostaria de notar que às vezes nas salas de discussões com ateus há alguns que zombam, insultam e dizem coisas vis contra o Senhor enquanto a conversa acontece. É claro, os insultos se lançam ao cristão. Isso aconteceu aqui. Eu editei o diálogo sem esses insultos.  Mas diminuiu ligeiramente minha habilidade de me concentrar. Essa é uma das táticas que eu tenho visto os ateus usarem textos baseados em salas de bate-papo na Internet. Por isso, seja consciente e preparado. Não obstante, eis o diálogo que eu tive com 'Bill", um ateu. 

Bill: Bem, prove e demonstre que Deus existe. 
Matt: Bem...existe algo como absoluto lógico? Por exemplo...A não pode ser e não ser A ao mesmo tempo.
Bill: Eu acredito que sim. 
Matt: absoluto lógico. 
Matt: Agora, do ponto de vista ateu, como você explica a existência do absoluto lógico?
Matt: Reside ele na matéria? Pode ser medido, provado, posto em teste?
Bill: Depende. Segundo o holismo de Quine não há absoluto e qualquer princípio pode ser sustentado eternamente mudando o número dos outros princípios.
Matt: Mas dizer que não há absoluto é um absoluto e é auto-destrutivo.
Bill: Não realmente. 
Matt: Sim. Para dizer que não há absoluto você está fazendo uma declaração absoluta. É verdadeira ou falso. Se é verdade, então é falsa...e essa contradição prova minha premissa do começo. Por conseguinte, isso só pode ser falso e portanto há absoluto lógico.
Bill: Se alguém rejeita o princípio de não-contradição. É claro, a maioria das pessoas não gostaria de fazer porque as coisas de deterioram depressa.
Matt: Mas em que base você rejeita o princípo da não-contradição?
Bill: Porque nós podemos arbitrariamente escolher aceitar qualquer declaração eternamente se nós fizermos muitas mudanças a outras partes de nosso sistema total de conhecimento. 
Matt: Se você está tão baseado na lógica, então você está usando a lógica para se contradizer, o que não é lógico. Então o que você tem é relativismo.
Bill: Bem, segundo Quine todo conhecimento é subjetivo.
Matt: É subjetivo que todo conehcimento é subjetivo? Nesse caso, como ele pode dizer o que é subjetivo? 
Bill: Não, você apenas não entende. É absolutamente aceitável dizer que subjetivamente  todo conhecimento é subjetivo. Você está negando simplesmente a possibilidade porque não gosta.
Matt: Não. Eu estou usando lógica para falar-lhe. A lógica não é subjetiva. Subjetividade é relativismo. Se todas as coisas fossem subjetivas, então nada é verdade...exceto a noção que todas as coisas são subjetivas...que significa que a afirmação em si mesma é subjetiva e não absoluta.
Bill: e o problema com isso é? 
Matt: O problema é que isso é contraditório. Eu não estou dizendo que algumas formas de conhecimento não podem ser subjetivas. Eu estou dizendo que HÁ absoluto lógico. Esse é o problema.
Matt: De novo...existe absoluto lógico? Se você dizer não, então você está me dando uma absoluto; a saber que nenhuma absoluto lógico existe.
Matt: Aqui está o ponto. Os absolutos lógicos existem. Eles são, por natureza, os absolutos conceituais.
Matt: Os absolutos conceituais existem na mente. Eles não residem na matéria.
Matt: Estes absolutos lógicos não podem medir-se ou podem ser provados num laboratório. Todavia, eles existem.
Matt: De fato, cientistas USAM estes absolutos lógicos como uma base para verificar sua ciência.
Matt: O problema para o ateu é considerar sua existência.
Matt: Já que os absolutos lógicos são conceituais, eles trancedem a todas as pessoas em todos os tempos  e são absolutos sob todas as circunstâncias...já que eles são absolutos. 
Matt: O absoluto conceitual não pode considerar-se no ponto de vista ateu. Mas eles podem ser considerados por um teísta.
Matt: O Deus Absoluto com a mente absoluta, tem concebido o absoluto lógico. Eles são um reflexo de Sua mente.
Matt: Ao menos eu posso oferecer uma explicação para sua existência que o ateu não pode.
Bill: A base da ciência e do conhecimento científico é exatamente por que Quine discutiu a possibilidade de rejeitar certos aspectos de conhecimento e lógica inclusive a lei de não-contradição.
Matt: Se a lei de não-contradição é negada, então não é uma lei? Isso significa que nós poderíamos ficar o tempo todo nos contradizendo e ainda assim estarmos certos...correto?
Bill: Eu ainda não estou convencido da necessidade de absoluto lógico.
Matt: Se não há absoluto lógico, então você tem não tem nenhuma base lógica para suas declarações. Seria então completamente subjetivo e sem sentido.
Bill: O critério de significado necessariamente não é baseado na lógica.
Matt: Como você sabe? Você está usando lógica para substanciar que ou subjetividade?
Bill: Quine especificamente falou da relação do conhecimento  a observação. Se uma observação chocasse com uma declaração de teoria ou conhecimento, essa declaração não poderia se sustentar por causa de sua 'contradição' com a observação fazendo modificações de conhecimento em  outro lugar, como modificar ou alterar leis, se necessário. 
Matt: Que lógica ele usou para dizer isso?
Bill:
Matt: Você ainda tem que justificar a necessidade do absoluto lógico.
Matt: Sem eles, você não pode demonstrar nada.
Bill:
Matt: Você ainda tem que justificar essa declaração. 
Matt: A menos que você possa refutar essa declaração, é verdade.
Bill: Você pode dizer que eles existem tanto quanto queira, mas isso não significa nada.
Matt: Certo, está bem...vejo você depois...

     Neste diálogo, eu tive de filtrar todos os insultos e infâmias que os outros ateus faziam em nossa conversação. Sua conduta anárquica mais a rejeição de Bill em aceitar o absoluto lógico tornou a discussão muito difícil e infrutífera.
     Eu suspeito que Bill viu o problema lógico em seu sistema; a saber, que dizer que não há absoluto lógico, leva ao relativismo. Com um sistema relativista, não pode haver provas reais. Isto é algo filosoficamente perigoso. Não obstante, eu suspeito que com isso a alternativa de não poder considerar o absoluto lógico como ateu e minha asserção que eles refletem o pensamento de Deus e, por conseguinte, que Deus existe, era algo que ele não podia e não permitia ocorrer. Por conseguinte, eu creio que ele tentou manter o argumento longe do absoluto e perto da subjetividade. Não obstante, este é um bom exemplo da necessidade de definir termos e estabelecer a necessidade de absoluto. Veja, sem eles, nenhuma verdade pode se conhecer realmente.
 


 

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