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Eu não vejo nenhuma evidência convincente para a existência de Deus. 

      Essas são algumas das diretrizes que utilizo em conversas com ateus que alegam que há falta de evidência para a existência de Deus. Agora, nenhum argumento só convence os néscios e nem todo argumento refuta as objeções. Não obstante, é importante ter em mente algumas das implicações das declarações e usá-las durante as conversas. Claro,  as conversas raramente seguem um formato lógico. Elas normalmente tomam tangentes e desvios. O que é normal e bom. Mas nós precisamaos estar preparados tanto quanto possível.

  1. Eu não vejo nenhuma evidência convincente para a existência de Deus,
    1. Isso significa que não há Deus.
      1. Já que você não pode saber toda a evidência, é possível que exista evidência de que Deus existe, ou pelo menos apóie sua existência. 
        1. Por conseguinte, é possível que Deus exista.
          1. Se é possível , então a fé tem seu lugar.
          2. Se é possível que Deus existe, então você deve ser um agnóstico (um agnóstico afirma que Deus pode existir mas Ele está além do nosso conhecimento.) 
    2. É possível que não há nenhuma evidência absoluta para Deus.
      1. Mas isso não se pode declarar absolutamente, já que toda a evidência precisaria ser conhecida para mostrar que não há nenhuma evidência.
        1. Por conseguinte, já que toda a evidência não pode ser conhecida por qualquer pessoa, é possível que existe a evidência para apoiar o teísmo. 
    3. Então que tipo de evidência seria aceitável? 
      1. Se você não se decidiu que tipo de evidência seria suficiente ou razoável, então você não pode declarar que não há evidência para Deus.
      2. Se você se decidiu que evidência seria suficiente, qual é?
        1. o cristianismo se ajusta nesse critério?
          1. Se não, por que não?
    4. É possível que seu critério para a evidência não seja razoável?
      1. Seu critério coloca uma exigência para Deus (se Ele existe) que não é realista? Por exemplo
        1. Você quer que Ele lhe apareça em Sua glória?
          1. Ainda que isso aconteça, você creria que Ele existe ou pensaria que fosse uma alucinação de alguma peça pregada em você?
          2. Como você saberia?
      2. Seu critério coloca uma exigência na lógica que não é realista? 
        1. Você quer que Ele faça milagres, ou outros fenômenos auto-contraditórios, ou fazer uma pedra tão grande que Ele não possa apanhar?
        2. Se Deus existe, Ele criou as leis da lógica. Ele, então, não pode violar essas leis.
    5. Você está examinando objetivamente a evidência que lhe apresento?
      1. Certo, a objetividade é difícil para todas as pessoas, mas você está sendo tão objetivo quanto pode?
      2. Mas, você tem uma presuposição que Deus não existe ou que o milagre não pode ocorrer? 
        1. Nesse caso, então você não pode examinar a evidência objetivamente.
          1. Por conseguinte, as presuposições que você sustenta com respeito aos milagres podem impedí-lo de reconhecer evidência para a existência de Deus.
            1. Nesse caso, então Deus se torna desconhecido a você e você é forçado a ter uma posição atéia/agnóstica.
        2. Você define o milagre fora da existência?
          1. Nesse caso, em que base faz isso?
      3. Se você assume que a ciência pode explicar todos os fenômenos então não pode haver evidência milagrosa para ser posta à prova.
        1. Se você fizer essa suposição, é, depois de tudo, só uma suposição.


Matthew J. Slick
Tradução de Emerson de Oliveira

 

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