Dietrich Bonhoeffer
Por: Todd
Kappelman
Tradução: Emerson de Oliveira
O Homem e sua missão
Desde sua morte em 1945, e especialmente nos últimos dez anos,
os escritos de Bonhoeffer têm tido notável interesse entre
os cristãos, tanto jovens como velhos. Assim, vamos examinar os méritos
da leitura das obras de Dietrich Bonhoeffer. Vamos examinar o homem e
seu lugar particular no cânon dos escritores cristãos, seu
fundo e contexto histórico e, finalmente, três de suas obras
mais importantes e influentes.
A importância de Bonhoeffer começa com sua oposição ao
partido nazista e sua influência na igreja alemã durante a
ascensão de Hitler. Este interesse o guiou nas áreas de
interesses ecumênicos cristãos que seriam depois importantes à fundação de nossos movimentos ecumênicos contemporâneos. Muitas facções sectárias e vários grupos o afirmam como
seu porta-voz, mas é sua notável vida pessoal, e sua autoria
de difíceis obras devocionais e acadêmicas, que o fizeram
ganhar um lugar na história da teologia do séc. XX.
Bonhoeffer nasceu em 4 de fevereiro de 1906 em Breslau, Alemanha (agora parte
da Polônia) e teve uma irmã gêmea chamada Sabine. Em 1933, antes de
Hitler ascender ao poder, Bonhoeffer, ministro na igreja luterana, já estava atacando
os nazistas em radiodifusões de rádio. Dois anos depois, ele era o líder de um seminário
secreto com mais de vinte jovens seminaristas. Este seminário é
freqüentemente visto como um tipo de monastério protestante, e
foi responsável por muitas das considerações sobre a vida cristã
relativa a comunidade. Depois, o seminário foi fechado pela Polícia Secreta. Em 1939, por arranjos feitos por Reinhold Niebuhr, ele fugiu para os Estados Unidos, mas voltou à Alemanha depois de uma
curta permanência. Ele acreditava que era necessário sofrer com
seu povo, se fosse buscar um ministério efetivo depois da guerra. Os últimos dois anos
de sua vida foram gastos em uma prisão de Berlim. Em 1945, ele foi executado
por sua cumplicidade em um plano de matar Hitler.
Durante o tempo que Bonhoeffer estava na prisão, ele escreveu
um livro chamado Cartas e Documentos da Prisão. O manuscrito foi contrabandeado
da cadeia e publicado. Estas cartas contêm a consideração de Bonhoeffer
da secularização do mundo e a partida da religião no
século XX. Segundo Bonhoeffer, a dependência na religião organizada tinha minado
a fé genuína. Bonhoeffer pediria um novo cristianismo livre de individualismo e supernaturalismo metafísico. Deus,
dizia Bonhoeffer, deve ser conhecido neste mundo como ele opera e interage com
o homem na vida diária. O Deus abstrato da especulação filosófica e teológica é inútil ao homem comum na rua, e
são eles que mais precisam ouvir o Evangelho.
Examinaremos três das obras mais influentes e importantes de Bonhoeffer
nas quatro seções seguintes. O primeiro trabalho em ser considerado será
O Custo do Discipulado, escrito em 1939. Esta obra é uma interpretação
do Sermão da Montanha. É uma chamada para um viver radical, se o
cristão quer ser um discípulo autêntico de Cristo. A Ética,
escrita de 1940-1943, é a mais técnica exposição teológica
de Bonhoeffer. Detalha os problemas de se tentar construir um
fundamento ética em bases filosóficas ou teóricas. Então examinaremos
Cartas e Documentos da Prisão mais completamente, uma das
obras mais pessoais e comoventes de Bonhoeffer.
O Custo do Discipulado
O trabalho mais famoso de Bonhoeffer é
O Custo do Discipulado, publicado em 1939. Este livro é uma exposição
e interpretação rigorosa do Sermão no Monte, e Mateus 9:35-10:42.
A maior preocupação de Bonhoeffer é graça barata. Esta é
a graça que se tornou tão diluída que já não se assemelha à graça do Novo Testamento, a
graça cara dos Evangelhos.
Pela frase graça barata, Bonhoeffer quer dizer a graça que trouxe caos e destruição; é o consentimento intelectual a uma doutrina sem uma real transformação na vida do pecador. É a justificação do pecador sem
as obras que devem acompanhar o novo nascimento. Bonhoeffer diz
da graça barata:
"É o pregação do perdão sem requerer arrependimento,
o batismo sem a disciplina da igreja, a Comunhão sem a confissão,
a absolvição sem a confissão pessoal. A graça barata é a graça sem
discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo,
vivo e encarnado". {1}
A verdadeira graça, segundo Bonhoeffer, é uma graça que
custará a vida de um homem. É a graça feita custosa pela vida de Cristo, que foi sacrificado para comprar a redenção
do homem. A graça barata surgiu do desejo do homem de ser salvo, mas
sem converter-se em discípulo. O sistema doutrinal da igreja, com suas listas de códigos de
comportamento, se torna um substituto para o Cristo Vivo, e isto
abarata o significado de discipulado. O verdadeiro crente tem que resistir a graça barata e tem que entrar na vida de
discipulado ativo. A fé não pode significar ficar sentando e
esperar; o cristão tem que ressucitar e tem que seguir o Cristo.
{2}
É aqui onde Bonhoeffer faz uma de suas mais duradouras afirmações
sobre a vida do verdadeiro cristão. Escreve que "só aquele que
crê é obediente, e só aquele que é obediente crê". {3} Os
homens se tornaram suaves e complacentes na graça barata e,
portanto, se distanciaram da graça cara da abnegação e humilhação pessoal. Bonhoeffer
acreditava que o ensino da graça barata era a ruína de mais cristãos que qualquer
mandamento de realizar obras. {4}
O discipulado, para Bonhoeffer, significa adesão rígida para
Cristo e seus mandamentos. É, também, uma adesão rígida a Cristo como o objeto de nossa fé. Bonhoeffer comenta
esta firme obediência no capítulo três de O Custo do Discipulado. Neste capítulo,
o chamado de Levi e Pedro é usado para ilustrar a própria resposta do crente para
o chamado de Cristo e o Evangelho. {5} A única exigência que estes homens entenderam era
que em cada caso o chamado era confiar na palavra de Cristo, e
se agarrar a ela como algo que oferece mais segurança que todas as seguranças
do mundo. {6}
No décimo nono capítulo do Evangelho de Mateus temos a história do jovem rico que
pergunta sobre a salvação e é respondido por Cristo que ele tem que vender
todas suas posses, levar sua cruz e seguí-lo. Bonhoeffer enfatiza a confusão dos discípulos,
que perguntam: "Quem então pode ser salvo"? {7} A resposta
que recebem é que é extremamente duro ser salvo, mas com Deus todas as coisas são possíveis.
Bonhoeffer e o Sermão no Monte
A exposição do Sermão no Monte é outro elemento importante de
O Custo de Discipulado. Nele, Bonhoeffer coloca ênfase especial nas beatitudes por entender
ao Cristo encarnado e crucificado. É aqui que os discípulos são chamados "bem-aventurados"
por uma lista extraordinária de qualidades.
Os pobres de espírito aceitam a perda de todas as coisas,
especialmente a perda de si, de forma que eles podem seguir o Cristo.
Os que choram são pessoas que vivem sem a paz e prosperidade deste mundo.
{8}
O choro é a rejeição consciente da alegria na qual o mundo
se regozija, e encontrar a própria felicidade e realização na pessoa de Cristo.
Os mansos, diz Bonhoeffer, são aqueles que não falam
em defesa de seus próprios direitos. Subordinam continuamente
seus direitos e eles mesmos para a vontade de Cristo primeiro e, por conseguinte, para o serviço
dos outros. Igualmente, os que tem fome e sede de justiça
também renunciam a expectativa que o homem pode fazer do mundo
um paraíso. Sua esperança está na justiça que só o reino de Cristo pode trazer.
Os misericordiosos deixaram sua própria dignidade e
se consagram aos outros, ajudando os necessitados, os fracos, e os desterrados. O
puros de coração já não estão preocupados pelo
chamado deste mundo; eles se resignaram para o chamado de Cristo e
Seus desejos para suas vidas. Os pacificadores detestam a violência que
se usa freqüentemente para resolver problemas. Este ponto seria de significado especial para Bonhoeffer, que
escrevia às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Os pacificadores mantêm
a comunhão onde os outros encontrariam uma razão para romper uma relação. Estes indivíduos sempre vêem outra opção.
{9}
Os que são perseguidos por causa da justiça estão dispostos
a sofrer pela causa de Cristo. Qualquer e toda causa justa se torna
sua causa porque é parte da obra geral de Cristo. O
sofrimento se converte em forma de comunhão com Deus. {10} A esta lista
se junta a bênção final pronunciada àqueles que são perseguidos para causa
da justiça. Estes receberão uma grande recompensa no céu e
serão comparados aos profetas que também sofreram.
A ênfase de Bonhoeffer no sofrimento est diretamente ligada ao sofrimento de Cristo. A
igreja é chamada para suportar todo o fardo de Cristo, especialmente
no tocante ao sofrimento, senão, irá se desmoronar sob o peso do fardo.
{11}
Cristo sofreu, diz Bonhoeffer, mas seu sofrimento é eficaz para a remissão
dos pecados. Nós também podemos sofrer, mas nosso sofrimento não é para propósitos
redentores. Nós sofremos, diz Bonhoeffer, não só porque é o
que corresponde à igreja, mas de forma que o mundo possa nos ver sofrer e
entender que há uma forma em que os homens possam suportar os fardos
da vida, e que esse caminho é só através de Cristo.
O discipulado, para Bonhoeffer, não foi limitado ao que nós podemos
compreender - tem que transcender toda a compreensão. O crente tem que mergulhar nas águas
profundas, mais além da compreensão e ensino cotidiano da igreja, e isto deve ser feito individualmente e coletivamente.
A Ética de Bonhoeffer
A Ética, a obra de Dietrich Bonhoeffer, foi escrita de 1940-1943.
Escrita em forma de conferências, este é sua obra mais madura
e é considerada sua maior contribuição a teologia. {12} A
ética cristã, ele diz, deve ser considerada com referência ao homem regenerado cujo principal desejo deveria ser agradar
a Deus, e não com relação a um sistema filosófico hermético. Homem não é, e não pode,
ser o árbitro final do bem e do mal. Isto só reservado para Deus. Quando o homem tenta decidir o que é certo e errado,
seus esforços são fadados ao fracasso. Bonhoeffer escreveu
que "em vez de conhecer só ao Deus que é bom para com ele e em vez de
conhecer todas as coisas nEle, [o homem] só se conhece a si
mesmo como a origem do bem e do mal". {13} Com esta declaração, Bonhoeffer entrou em um dos problemas filosóficos e teológicos mais difíceis na história da igreja: o problema
do mal.
Bonhoeffer acreditava que o problema do mal só poderia ser entendido levando em conta a Queda
da humanidade. A Queda causou a desunião entre o homem e Deus,
com o resultado de que o homem é incapaz de discernirentre o
bem e o mal. {14} Os homens modernos têm uma vaga inqüietude
sobre sua capacidade de conhecer o bem e o mal. Bonhoeffer afirmou
que isto é, em parte, devido ao desejo para certeza filosófica. Porém, Bonhoeffer
instou ao cristão a ocupar-se de viver segundo a vontade de Deus, em
vez de buscar um conjunto de regras que não possa seguir. {15} E, enquanto Bonhoeffer não
defendia uma revelação direta e individual em todo dilema ético, ele
acreditava que o homem pode ter conhecimento da vontade de Deus. Ele disse que "se um homem
pede a Deus humildemente, Deus lhe dará certo conhecimento de
sua vontade; e então, depois de toda esta busca fervente, haverá a liberdade para tomar
verdadeiras decisões, e [isto] com a confiança de que não é o homem mas o próprio Deus
que, através desta busca, põe em efeito sua vontade'. {16}
Talvez nossa primeira resposta a Bonhoeffer é que ele parece ser algum tipo de místico. Porém, é imperativo entender o tempo
em que estava escrevendo, e alguns dos problemas específicos que
estava tratando. A Segunda Guerra Mundial estava em curso e as maiores questões éticas do século estavam confrontando a igreja.
Os homens bons, e até mesmo cristãos comprometidos, se
encontravam em lados opostos da guerra. Seria absurdo supor que
o bem e o mal, em níveis individuais ou nacionais, fossem
óbvios, e que havia um acordo universal entre os cristãos. No meio de
toda esta confusão, um jovem pastor-teólogo e membro da Resistência
só poderia aconselhar que os crentes se voltassem a Cristo com a expectativa
de que era possível obter verdadeiras respostas. Este tipo de
confiança é sumamente necessário entre cristãos que
enfrentam um mundo destituído de respostas.
A força da Ética de Bonhoeffer está não em sua resolução sistemática
dos problemas que enfrentam a igreja, mas no reconhecimento que
a vida é complexa e todos os sistemas fora da humilde
submissão à Palavra de Deus estão condenados ao fracasso.
Por perturbadora que seja a Ética de Bonhoeffer, é
um chamado refrescante para a igreja contemporânea a arrepender-se e
voltar a uma vida caracterizada pela oração, a marca tradicional da igreja primitiva.
A correspondência da prisão de Dietrich Bonhoeffer
Nossa consideração final da obra de Dietrich Bonhoeffer, que
foi enforcado em 1945 por sua parte em uma tentativa de assassinato
de Hitler, se centrará em suas Cartas e Documentos de Prisão,
que começou em 1942. Estas cartas representam algumas das
obras mais maduras de Bonhoeffer, assim como observações
perturbadoras relacionadas à igreja nos turbulentos anos da
metade do século vinte.
O ensaio inicial se intitula Depois de Dez Anos. Aqui Bonhoeffer
se identifica com o mal dos vezes, e especialmente a guerra. Ele fala das situações
irracionais que as pessoas racionais têm que enfrentar. Ele adverte contra
àqueles que são enganados pelo mal que é disfarçado como bom, e ele clama contra
fanáticos morais equivocados e os escravos das tradições e regras.
Vendo os horrores de guerra, Bonhoeffer nos recorda que o que nós menosprezamos
nos outros nunca está completamente ausente de nós mesmos. {17} Esta advertência contra desprezo
pela humanidade é muito importante, levando em conta autores como Ernest Hemingway, Jean
Paul Sartre e Albert Camus, cujo desprezo para a guerra se transformou em desilusão com
a humanidade. Este é um contraste notável entre várias testemunhas
da guerra que chegaram a conclusões muito diferentes. As conclusões de Bonhoeffer
foram o resultado direto de uma relação pessoal com Cristo. As conclusões de Hemingway, Sartre, e Camus
foram observações pessimistas de quem não tem uma esperança final.
Bonhoeffer enfrentou a morte diariamente por muitos anos e
chegou a algumas conclusões corajosas com relação a que
postura poderiam adotar os crentes a este último evento. Ele
argumentava que se pode experimentar o milagre de vida enfrentando
a morte diariamente; a vida poderia ser vista de fato como o
dom de Deus que é. Somos nós, e não nossas circunstâncias externas, que fazemos
a morte ser potencialmente positiva. A morte pode ser voluntariamente algo
aceita. {18}
A questão final afirmada neste ensaio inicial é se é possível
que homens comuns e simples prosperarem novamente depois da guerra.
{19} Bonhoeffer não oferece uma solução clara, que pode ser vista como uma
perspectiva dos verdadeiros horrores da guerra como também uma questão em aberto
projetada para provocar a participação individual no problema.
Muito antes de filmes como a Lista de Schindler, O
Resgate do Soldado Ryan ou Além da Linha Vermelha, Bonhoeffer
informou sobre as atrocidades da guerra. Algumas das cartas comentam a brutalidade e horrores
da vida nos campos de concentração, e podemos ver a a expectativa de execução
em muitas de suas cartas. O que faz estas cartas mais importantes que os filmes populares são que as cartas são indubitavelmente
confissões de alguém que está olhando a guerra como um cristão. Bonhoeffer
pôde simpatizar com os problemas enfrentados pelos cristãos que
viviam em tempos tão turbulentos.
O significado de Bonhoeffer é difícil de avaliar completamente e com precisão, mas
há duas observações que podem nos ajudar ao chegar ao final
da análise de suas obras. {20} Sempre temos que ter em mente
a época de seus escritos. Isto explica muito do que não poderíamos
entender no princípio. Finalmente, qualquer cristão faria bem
em ler as obras de alguém que deu sua vida em conexão direta com
suas convicções cristãs. Houve muitos mártires por este século, mas
poucos que tem registrado tão vividamente as circunstâncias que
levaram a seu martírio com sagacidade teológica e com uma visão para
a posteridade futura.
Notas
1. Dietrich Bonhoeffer, The
Cost of Discipleship, trans. R.H. Fuller, rev. ed. (New
York: Macmillan, 1960), 30.
2. Ibid., 53.
3. Ibid., 54.
4. Ibid., 59.
5. Ibid., 87.
6. Ibid., 87.
7. Ibid., 94.
8. Ibid., 98.
9. Ibid., 102.
10. Ibid., 102.
11. Ibid., 102.
12. William Kuhns, In
Pursuit of Dietrich Bonhoeffer (Garden City, N.J.:
Doubleday, Image Books, 1969), 130.
13. Dietrich Bonhoeffer, Ethics,
trans. Neville Horton Smith (New York: Macmillan, 1965),
19.
14. Ibid., 20.
15. Ibid., 38.
16. Ibid., 40.
17. Dietrich Bonhoeffer, Letters
and Papers from Prison, ed. Eberhard Bethage, trans.
Rehinald Fuller and others, rev. ed. (New York: Macmillan,
1967).
18. Ibid., 17.
19. Ibid., 17.
20. Uma excelente e mais
profunda consideração da importância de Bonhoeffer pode
ser encontrada no livro Dietrich Bonhoeffer, de
Eberhard Bethge. Outro livro excelente para aqueles
interessados em sua vida é a biografia escrita por Mary
Bosanquet, The Life and Death of Dietrich Bonhoeffer. Estes
livros são repletos de detalhes sobre sua vida pessoal e
oferece grandes conhecimentos em sua vida cristã.
Sobre o Autor
Todd A. Kappelman é um membro
de campo da Probe Ministries. Ele é diplomado pela
Universidade Batista de Dallas (B.A. e M.A.B.S., religião e
grego), e pela Universidade de Dallas (M.A.,
filosofia/humanidades). Atualmente ele obtêm um Ph.D. em
filosofia na Universidade de Dallas. Ele serviu como diretor
assistente do Trinity Institute, um centro de estudos
dedicados ao pensamento Cristão e investigação. Ele foi o
editor administrador de The Antithesis, uma publicação
bi-mensal dedicada à crítica de filmes estrangeiros e
independentes. Sua área principal de trabalho é filosofia
Continental (especialmente do século XIX e XX) e pensamento
pós-moderno.
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